Dúvidas frequentes

Nos casos de LM que não há indicação cirúrgica, quais os cuidadose tratamentos disponíveis para melhorar os sintomas do bebê?!

Nos casos em que não há indicação cirúrgica, ou seja, nos casos considerados moderados e leves, o principal tratamento indicado é o da doença do refluxo gastroesofágico (com refluxo faringo laríngeo). O refluxo gastroesofágico é a doença que está mais frequentemente associada com a LM. Costuma-se reservar este tratamento para os casos moderados com queixa de engasgos e regurgitações.

 

E sobre os engasgos?

É importante estabelecer a causa do engasgo. Se a criança não está deglutindo bem o alimento ou se há uma falta de sensibilidade da laringe. Se houver falta de sensibilidade da laringe, não haverá o reflexo de tosse e a criança aspira o conteúdo alimentar.

 

Como é realizada a cirurgia para o tratamento da laringomalácia?

A supraglotoplastia é uma cirurgia realizada na região supraglótica da laringe. Esta cirurgia tem como objetivo abrir a laringe para permitir a inspiração, sem haver o colabamento das estruturas supraglóticas. O procedimento cirúrgico é realizado nos casos em que é necessária a ressecção das pregas ariepiglóticas e remoção do tecido redundante das cartilagens aritenóides. Também é realizada nos casos em que há queda da epiglote e colabamento das estruturas supraglóticas. É uma das possibilidades de tratamento cirúrgico dos casos graves de laringomalácia.

 

O que é normal e o que não é na respiração das crianças com LM?

O estridor, que é aquele barulho mais agudo, nunca é normal. Ele traduz algum tipo de estreitamento da passagem do ar pela laringe/traquéia. Através de suas características clínicas tentamos diferenciar a sua origem (infra glote/subglote/traquéia - glote/pregas vocais - supraglote). Nos casos de laringomalácia o estridor é um dos sinais mais frequentes.

 

O pescoço afundando é normal?

O pescoço afundado, ou, tiragem/retração de fúrcula (termo médico) não é normal. Se a criança respira sem dificuldade não terá o pescoço afundando. O que acontece é que ele acompanha a clínica da doença podendo sim estar presente (mesmo nos casos leves).

 

Quanto ao esforço respiratório e o estridor?! Quando eles melhoram?!

O esforço respiratório só melhora quando há a "desobstrução" da via aérea. A melhora do estridor se dá quando quando a intensidade fica menor e intervalo entre períodos com e sem estridor aumenta.

  

A intensidade do estridor tem a ver com a gravidade do caso?!

A intensidade do estridor  pode estar relacionada com a gravidade. Na maioria dos casos, na prática, estão relacionados. Mas não quer dizer que todos os casos terão essa relação, ou seja, podem existir casos em que a intensidade não esteja necessariamente relacionada com a gravidade da LM.

 

O som emitido pelo estridor da LM é exclusivamente agudo?

Por definição, o estridor é um som agudo. Porém, a criança pode emitir outros sons que podem ser agudos ou mais graves. Por exemplo: roncos, estertores e sibilos.

 

Por que alguns bebês apresentam o estridor logo ao nascer e outras depois de alguns dias?

O estridor é um sinal de que há alguma obstrução da via aérea superior, mais sugestivo na topografia (altura) da laringe. O aparecimento logo ao nascimento não é típico da laringomalácia e nos faz pensar em outras causas de estridor laríngeo, como paralisia de pregas vocais, estenoses subglóticas congênitas, hemangiomas subglóticos etc.

 

Os sintomas da LM podem ficar mais intensos em algum momento? Por que isso acontece?

Podem. Normalmente ao nascimento podem até ser bem leves, mas costumam aumentar por volta dos 03 meses de vida e têm seu pico por volta dos 06-08 meses de vida. Isso acontece porque ao crescer a criança demanda um maior fluxo de oxigênio, e aí consequentemente precisa "puxar" mais ar para respirar. Por isso acaba ficando mais sintomática.

  

Fisioterapia e/ou fonoaudiologia pode ser bom para o bebê com LM? No que eles podem contribuir?

Depende do caso. Quem deve conduzir os casos é o Otorrinolaringologista pediátrico e o seu Pediatra.

A Fonoaudiologia é importante nos casos onde é observado disfagia associado ao quadro da laringomalácia. Mas é importante que o médico indique o acompanhamento, porque por vezes a fonoterapia pode não ajudar nos casos de laringomalácia mais graves.

 

Qual é a relação entre LM e APLV?

A relação acaba sendo indireta. A APLV pode ocasionar uma piora nos quadros de refluxo gastroesofágico/laringofaríngeo. O refluxo deste conteúdo ácido pode levar à uma inflamação maior da laringe, piorando o quadro da laringomalácia.

Vivendo com laringomalácia
Vivendo com laringomalácia